Os erros já não me consomem tanto quanto antes, olhar não me traz mais lembranças das quais eu sinto falta, a dor no meio do peito já não é tão latente. Precisei levar um soco no meio do rosto e uma facada nas costas pra perceber que o mundo não é só meu. Prefiro que seja assim, que a distancia seja mantida.
Não quero ser mais uma e ter que me conformar com a idéia de que sou apenas mais uma. Quero fazer dos meus dias mais intensos a cada vez que achar necessário. Quero ser fria quando todos os problemas não tiverem mais solução. Quero ser quente quando a idade tomar conta do meu corpo.
Irei cavar um buraco no meio do jardim e enterrar tudo o que já não faz mais parte de mim ali. Esconderei todas as moedas em que achar pela casa dentro de um pote no meu quarto. Pegarei minha bicicleta e vou pedalar até as montanhas, na mesma altura em que as estrelas se encontram. Sonhos fazem parte de mim, pelo menos agora.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Não mais.
Essa coisa de deixar de ser criança e criar responsabilidades só está entrando na minha cabeça agora, e por incrível que pareça esse é o tipo de coisa que serve só para deixar triste. Existiam pessoas que eu achava serem grandes ao meu modo de vê-las, mas não, elas não são, e enfim eu aprendi a não guardar coisas maiores que eu dentro de mim.
Esse é o momento onde não envolverei ninguém, não sorrirei por ninguém e muito menos chorarei. No jogo do amor eu entreguei os pontos, tenham capacidade para amar por mim, futilidades amorosas não mais, não pra mim, ou pelo menos não agora.
Irei me recompor, me reerguer. Os dias vazios, tristes, felizes, quente e frios voltarão, a decisão é minha, só minha. Só convém a mim seguir e mudar aquilo que eu acredito. Disse, me disse não existirá mais, abomino aqui a idéia de felicidade artificial e de mentiras moldadas pelo mundo.
Cada dia que passa apago uma linha do meu passado e as letras de muitos nomes já começaram a serem apagados também, dessa história, desse passado não quero que sobrem acentos, vírgulas. O ponto final já está pronto para ser escrito, até mesmo porque não existe continuação de uma história onde eu apaguei as reticências e coloquei um ponto final.
Esse é o momento onde não envolverei ninguém, não sorrirei por ninguém e muito menos chorarei. No jogo do amor eu entreguei os pontos, tenham capacidade para amar por mim, futilidades amorosas não mais, não pra mim, ou pelo menos não agora.
Irei me recompor, me reerguer. Os dias vazios, tristes, felizes, quente e frios voltarão, a decisão é minha, só minha. Só convém a mim seguir e mudar aquilo que eu acredito. Disse, me disse não existirá mais, abomino aqui a idéia de felicidade artificial e de mentiras moldadas pelo mundo.
Cada dia que passa apago uma linha do meu passado e as letras de muitos nomes já começaram a serem apagados também, dessa história, desse passado não quero que sobrem acentos, vírgulas. O ponto final já está pronto para ser escrito, até mesmo porque não existe continuação de uma história onde eu apaguei as reticências e coloquei um ponto final.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
O mundo gira e poucos estão aqui.
Levantou da cama por volta de dez horas da manhã, o sol raiava e ela aparentava estar feliz.
O dia passava e ninguém dava noticia, o sorriso ia sendo apagado pouco a pouco de seu rosto.
O tempo ia fechando, o céu escurecendo, o sol ia dando espaço a nuvens negras e a tempestade que por ai vinha. Ela parecia não se contentar com a situação que presenciava, não era por menos mais o que ela não sabia é que aquilo que sentia forte em seu peito, a dor que sentia não passava de solidão. Olhando o tempo passar pela janela de seu quarto ela chorava, seu pai preocupado entrou pela porta, não perguntou nada e a abraçou, sentiu naquele abraço conforto, o abraço de pai presente que nunca havia sentido antes, ele nunca parecia se importar com os sentimentos dela. Depois de um tempo, seu pai sentou na cama junto com ela, quis saber o que se passava com sua filha, ela ainda inconformada chorava de soluçar e seu pai secava suas lágrimas uma a uma. Quando se acalmou, explicou tudo para seu pai e como o esperado ele não soube o que fazer e deu alguns conselhos que ela ja havia escutado antes.
Depois de uma noite de intensa chuva, o céu estava limpo e o sol brilhava como naquela manhã. A alma estava mais calma e menos confusa agora, ela havia tomado decisões das quais sentia orgulho. Ela ainda sente medo, medo da tempestade que possa vir, ou até mesmo do sol que possa brilhar e atrapalhar sua visão.
Agora o que resta é arriscar por aquilo que julga ser bom pra ti.
O dia passava e ninguém dava noticia, o sorriso ia sendo apagado pouco a pouco de seu rosto.
O tempo ia fechando, o céu escurecendo, o sol ia dando espaço a nuvens negras e a tempestade que por ai vinha. Ela parecia não se contentar com a situação que presenciava, não era por menos mais o que ela não sabia é que aquilo que sentia forte em seu peito, a dor que sentia não passava de solidão. Olhando o tempo passar pela janela de seu quarto ela chorava, seu pai preocupado entrou pela porta, não perguntou nada e a abraçou, sentiu naquele abraço conforto, o abraço de pai presente que nunca havia sentido antes, ele nunca parecia se importar com os sentimentos dela. Depois de um tempo, seu pai sentou na cama junto com ela, quis saber o que se passava com sua filha, ela ainda inconformada chorava de soluçar e seu pai secava suas lágrimas uma a uma. Quando se acalmou, explicou tudo para seu pai e como o esperado ele não soube o que fazer e deu alguns conselhos que ela ja havia escutado antes.
Depois de uma noite de intensa chuva, o céu estava limpo e o sol brilhava como naquela manhã. A alma estava mais calma e menos confusa agora, ela havia tomado decisões das quais sentia orgulho. Ela ainda sente medo, medo da tempestade que possa vir, ou até mesmo do sol que possa brilhar e atrapalhar sua visão.
Agora o que resta é arriscar por aquilo que julga ser bom pra ti.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Passageiro.
Como pude um dia imaginar que eu seria como os outros, tanto na forma de pensar, quanto na forma de agir. Tão estranha e tão confusa que por muitas vezes não entendo como posso complicar as coisas mais simples ou até mesmo simplificar as coisas mais difíceis e doídas. Momento esse pelo qual estou passando agora, por muitas vezes tento explicar e tento fazer com que os mais próximos entendam, e como o esperado não acontece. Existem tempos em que quero ficar perto de todos, como se pudesse protegê-los e assim me sintia bem. Agora as coisas mudam, preciso de um tempo sozinha, em um ato de egoísmo tenho que pensar em mim, na minha confusão e até mesmo tentar me entender melhor.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Me deixe tentar respirar.
Eu não acreditei o que estava fazendo, fui me deparar com toda situação ao te ver encostada na porta, mal te dei tchau e fui embora, não me arrependi, nós precisávamos de um tempo, pode parecer egoísmo mais essa foi a única forma que encontrei de ser eu mesma. Hoje sonhei com um dia que eu sempre esperei e que eu tenho plena noção de que não vai acontecer, sonhos bonitinhos não fazem parte de mim, talvez eu tenha me esquecido. Às vezes bate uma vontade de ligar, pra ouvir a tua voz e dizer o quanto tu é especial e o quanto tu faz falta, mas lembro de todas as coisas que foram ditas, aquilo acaba sendo mais forte capaz de me prender. A liberdade faz parte de mim e você sempre me privou disso, direito meu. São tantos planos, tantos caminhos e nenhuma de nós se arriscava, até que o primeiro passo foi dado e não há nada que me repuxe ou que me faça querer voltar, mas eu também sei que uma hora a saudade vai falar mais alto e o que eu mais vou querer é te ver, conversar e sentir o seu abraço. Prometa que não vai ser tarde demais?
sábado, 12 de dezembro de 2009
Não me deixo te esqueçer.
Deparada com toda sua inocência, toda sua delicadeza, me senti de mãos atadas. Aquilo nunca tinha me acontecido antes, uma forma inexplicável de carinho. As coisas foram ficando mais sérias, sinceridade encontrava em cada coisa que dizia, queria sempre estar contigo, não mudei por ti e não mudaria por ninguém, a única coisa que aconteceu foi amadurecimento, o tempo passava e a gente se afastava, coisas ditas em momentos de raiva, ciúmes magoavam sem ao menos percebermos. Só queria que você soubesse que por muitas vezes segurei o número do seu telefone, escrito naquele pedaço de papel todo amassado, esperando tu me ligar, a ansiedade era tanta que não cabia dentro de mim e a maior vontade era te ligar naquela hora, só pra ouvir a tua voz. Por muitas vezes me perdi nos tantos históricos, imaginando cada coisa que sonhávamos juntos, delirando por cada coisa que tu dizia. Por muitas vezes, acordava no meio da noite: é, tinha sonhado com você, com nós, um sorriso se abria e a vontade maior era de voltar no sonho. Talvez seja ingenuidade pensar que tudo aquilo podia ser vivido um dia. Mais nada é com a mesma intensidade que era antes, o sentimento vai diminuindo, as diferenças vão dando espaço para outras pessoas, o coração ainda pulsa mais forte ao me deparar com seus olhos, as pernas ainda tremem, a vontade de nunca sair do seu lado continua. São tantas coisas a serem ditas, muitas formas de demonstrar que nelas me perco, falta coragem. Sentimento de culpa é o que ficou em mim, culpa por não dizer tudo o que sentia, culpa por não acreditar em você e por muitas vezes não saber o que falar e me calar. Não vou dizer que por você senti amor, não vou dizer que você é a minha vida, vou apenas dizer que você era o dono dos meus pensamentos e que era suas mãos que eu gostaria de estar segurando agora.
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