terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Deveria saber.

Essa sensação é aquela que ela e nem ninguém queria e nem deveria sentir, um vazio em seu olhar. Hoje foi o dia em que ela percebeu que todos se vão, todos estão virando as costas e apontando seus defeitos, tua mágoa está exposta em sua face e você é a única que não enxerga e ou não quer enxergar. Por mais que não queira ela sofre em silêncio, e no fundo sabe os motivos certos pelo qual chora, pelo qual lamenta, ela mesma não quer aceitar que por motivos tão óbvios está confusa. Ela só queria saber o que cada um sente, e não o que cada um pensa dela, isso não vai mudar em nada, a sua opinião é certa e ninguém vai mudar e não vai haver um motivo que faça mudar seus conceitos e princípios. Posso ver em seus olhos que está assustada e mais uma vez ela corre. Se contradiz em tudo o que disse e isso demonstra total tensão, não tem controle sobre ela mesma, confusa com qualquer sentimento. Uma mistura de saudade, com falta de alguém, ou de algumas pessoas, todos se foram e nenhum deles tiveram a noção do quão foram importantes, do quão vão fazer falta e do quão estão se ferindo.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Perdida em sua direção.

Você foi o que eu nunca esperei que fosse, você foi o que eu nunca quis pra mim. Não quero ser a sua saída de emergência, aquela pela qual você passa só quando está em apuros, não quero que você me veja com outros olhos, não quero que você sinta pena ou dó, não quero que você sinta o que eu senti, não quero você longe mais também não quero você perto demais, não quero que repita o que disse, não quero que sofra o que eu sofri, não quero que veja o que eu vi, não quero que seja infeliz, não quero que ande pelo mesmo caminho que andei, não quero que siga meus passos, não quero que passe pelo que passei, não quero que volte a confiar em mim, não quero fazer o que você fez, não sei nem ao menos o que quero. Vamos estabelecer certos limites, certas distâncias.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Me deixe tentar respirar.

Eu não acreditei o que estava fazendo, fui me deparar com toda situação ao te ver encostada na porta, mal te dei tchau e fui embora, não me arrependi, nós precisávamos de um tempo, pode parecer egoísmo mais essa foi a única forma que encontrei de ser eu mesma. Hoje sonhei com um dia que eu sempre esperei e que eu tenho plena noção de que não vai acontecer, sonhos bonitinhos não fazem parte de mim, talvez eu tenha me esquecido. Às vezes bate uma vontade de ligar, pra ouvir a tua voz e dizer o quanto tu é especial e o quanto tu faz falta, mas lembro de todas as coisas que foram ditas, aquilo acaba sendo mais forte capaz de me prender. A liberdade faz parte de mim e você sempre me privou disso, direito meu. São tantos planos, tantos caminhos e nenhuma de nós se arriscava, até que o primeiro passo foi dado e não há nada que me repuxe ou que me faça querer voltar, mas eu também sei que uma hora a saudade vai falar mais alto e o que eu mais vou querer é te ver, conversar e sentir o seu abraço. Prometa que não vai ser tarde demais?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O futuro é incerto.

Você não é mais como quando eu te conheci, não sei mais no que pensa, chegou ao fim.
Tento te entender e te esquecer, mais a marca da minha vida começou a partir do dia em que a ferida se abriu, a ferida que foi causada por nós, pelo tempo. As lembranças sem valor são as coisas que eu me esforço em pensar e entender, tudo tem um fundamento e é hipocrisia dizer que não tem valor, se elas não tivessem não haveriam de ser citadas por muitas vezes. Todo momento, trás contigo, cada palavra, cada toque, cada olhar, cada arrepio. Quando estou em seu abraço me faz voltar, a tempos em que eu me encontrava em você, em um momento você sorriu e a partir daquele momento vi, a felicidade. Seu olhar ainda me faz parar, talvez seja do que eu mais sinto falta, da maneira que me via em seus olhos, hoje eu já decidi e já percebi que não tem como voltar atrás ou até mesmo voltar a enxergar um futuro diante de tanto tempo que já se passou, de tantos acontecimentos. Vamos ficar só com as lembranças escritas em papeis e espalhados por ai. De uns tempos pra cá, tenho abstinência de você, do seu cheiro, uma coisa estranha que não deveria ter voltado, não sinto tão forte como antes, mais está presente.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Não me deixo te esqueçer.

Deparada com toda sua inocência, toda sua delicadeza, me senti de mãos atadas. Aquilo nunca tinha me acontecido antes, uma forma inexplicável de carinho. As coisas foram ficando mais sérias, sinceridade encontrava em cada coisa que dizia, queria sempre estar contigo, não mudei por ti e não mudaria por ninguém, a única coisa que aconteceu foi amadurecimento, o tempo passava e a gente se afastava, coisas ditas em momentos de raiva, ciúmes magoavam sem ao menos percebermos. Só queria que você soubesse que por muitas vezes segurei o número do seu telefone, escrito naquele pedaço de papel todo amassado, esperando tu me ligar, a ansiedade era tanta que não cabia dentro de mim e a maior vontade era te ligar naquela hora, só pra ouvir a tua voz. Por muitas vezes me perdi nos tantos históricos, imaginando cada coisa que sonhávamos juntos, delirando por cada coisa que tu dizia. Por muitas vezes, acordava no meio da noite: é, tinha sonhado com você, com nós, um sorriso se abria e a vontade maior era de voltar no sonho. Talvez seja ingenuidade pensar que tudo aquilo podia ser vivido um dia. Mais nada é com a mesma intensidade que era antes, o sentimento vai diminuindo, as diferenças vão dando espaço para outras pessoas, o coração ainda pulsa mais forte ao me deparar com seus olhos, as pernas ainda tremem, a vontade de nunca sair do seu lado continua. São tantas coisas a serem ditas, muitas formas de demonstrar que nelas me perco, falta coragem. Sentimento de culpa é o que ficou em mim, culpa por não dizer tudo o que sentia, culpa por não acreditar em você e por muitas vezes não saber o que falar e me calar. Não vou dizer que por você senti amor, não vou dizer que você é a minha vida, vou apenas dizer que você era o dono dos meus pensamentos e que era suas mãos que eu gostaria de estar segurando agora.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Eu só sinto falta de quem você era antes.


Quanto mais te procuro menos te encontro.
Entro em becos escuros atrás de ti, e não te acho de maneira alguma.



cadê você que não está aqui?
cadê a pessoa pela qual eu me espelhava?
cadê a mãe que eu dizia ser a melhor do mundo?
por quantas vezes eu pedi para que ficasse perto de mim, e você fingiu não escutar?
Você não tem noção do quão é importante, mais não te vejo como antes. Você não tem sido quem eu sempre esperei que fosse, quem eu sempre aplaudi de pé. De uma hora pra outra mudou, não consigo mais te acompanhar e nem sei se quero.
por muitas vezes fizemos planos que agora não passam de rabiscos em um papel.
Você sumiu, me deixou, agora quem se vai sou eu.
Eu vou e volto sem nenhuma explicação a ser dada, como se fosse a unica saida e como se não fosse sentir falta da sua presença.
Não há nada que eu poderia dizer, não existe nada que pudesse melhorar a dor ou que pudesse reparar a falta que você faz e vai fazer.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Quando bate a solidão.

Pequenas e inofencivas histórias são capazes de trazer dor, muita dor. Os dias passam e as horas não tem mais sentido algum, meus olhos clamam pelos seus, minhas mão frias só querem sentir o calor do teu corpo, estou sozinha e com medo de me perder mais ainda, a cada vez que eu me encontro em ti. Sonhos, esperanças que você deixou em mim, são apagados com o tempo, toda beleza de um sentimento moldado por nós está acabando, você não tem noção do quanto tempo eu esperei por isso, noites mal dormidas, sonhos e pensamentos diretamente relacionados a ti.
Sinto que estou blefando, talvez por tanto tempo eu guardei esse sentimento dentro de mim, que agora ele é exposto, e como uma ferida aberta dói muito mais. Quando paro para pensar em todas as oportunidades que foram jogadas fora, quando ainda era tempo de te contar tudo o que eu sentia, a única coisa que eu fazia era fugir. Por mais que não deveria, eu ainda acredito. Acredito na liberdade, na esperança e talvez até no amor.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O tempo não deu sua palavra.

Queria entender porque tu não sai dos meus pensamentos, tu é o dono da maioria deles.
As vezes bate uma angustia, uma vontade de nunca mais olhar para ti, mas logo em seguida vem a saudade. Saudade dos seus abraços, saudade das suas mãos nas minhas, por quê teve que ser assim? Por muitas vezes sonhei um futuro para nós mais só o que tenho tido ultimamente são pesadelos. Fechei os olhos, confiei em ti, tu era o que me guiava, por ti eu transformaria o inferno em céo, o escuro em claro. Tu era o meu destino, o meu futuro. Agiu de uma forma inesperada, largou tudo em minhas mãos e foi embora, junto com toda verdade, toda pureza e todas as promessas. Meu orgulho e meu temperamento te afastava cada vez mais de mim, não espere que eu te peça perdão de joelhos. O lugar que estava reservado para nós, não está mais em seu devido lugar, o céu azul, claro, limpo, deu espaço para a escuridão, o frio, as janelas batem conforme o vento. Sozinha, achando meios de tapar o vão que você deixou em mim.