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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Passageiro.
Como pude um dia imaginar que eu seria como os outros, tanto na forma de pensar, quanto na forma de agir. Tão estranha e tão confusa que por muitas vezes não entendo como posso complicar as coisas mais simples ou até mesmo simplificar as coisas mais difíceis e doídas. Momento esse pelo qual estou passando agora, por muitas vezes tento explicar e tento fazer com que os mais próximos entendam, e como o esperado não acontece. Existem tempos em que quero ficar perto de todos, como se pudesse protegê-los e assim me sintia bem. Agora as coisas mudam, preciso de um tempo sozinha, em um ato de egoísmo tenho que pensar em mim, na minha confusão e até mesmo tentar me entender melhor.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Perdida em sua direção.
Você foi o que eu nunca esperei que fosse, você foi o que eu nunca quis pra mim. Não quero ser a sua saída de emergência, aquela pela qual você passa só quando está em apuros, não quero que você me veja com outros olhos, não quero que você sinta pena ou dó, não quero que você sinta o que eu senti, não quero você longe mais também não quero você perto demais, não quero que repita o que disse, não quero que sofra o que eu sofri, não quero que veja o que eu vi, não quero que seja infeliz, não quero que ande pelo mesmo caminho que andei, não quero que siga meus passos, não quero que passe pelo que passei, não quero que volte a confiar em mim, não quero fazer o que você fez, não sei nem ao menos o que quero. Vamos estabelecer certos limites, certas distâncias.
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