Essa coisa de deixar de ser criança e criar responsabilidades só está entrando na minha cabeça agora, e por incrível que pareça esse é o tipo de coisa que serve só para deixar triste. Existiam pessoas que eu achava serem grandes ao meu modo de vê-las, mas não, elas não são, e enfim eu aprendi a não guardar coisas maiores que eu dentro de mim.
Esse é o momento onde não envolverei ninguém, não sorrirei por ninguém e muito menos chorarei. No jogo do amor eu entreguei os pontos, tenham capacidade para amar por mim, futilidades amorosas não mais, não pra mim, ou pelo menos não agora.
Irei me recompor, me reerguer. Os dias vazios, tristes, felizes, quente e frios voltarão, a decisão é minha, só minha. Só convém a mim seguir e mudar aquilo que eu acredito. Disse, me disse não existirá mais, abomino aqui a idéia de felicidade artificial e de mentiras moldadas pelo mundo.
Cada dia que passa apago uma linha do meu passado e as letras de muitos nomes já começaram a serem apagados também, dessa história, desse passado não quero que sobrem acentos, vírgulas. O ponto final já está pronto para ser escrito, até mesmo porque não existe continuação de uma história onde eu apaguei as reticências e coloquei um ponto final.
quarta-feira, 24 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
Não tem como aceitar.
Ela já havia percebido à dias a movimentação estranhada, os olhares sem sentido e a falta de assunto. Jamais imaginaria que tudo teria sido impulsionado por algum deslize seu. Com tanta indiferença ela se sente rejeitada mais uma vez, ouve conselhos dos mais bizarros, sente abraços apertados de alguém que ela nunca esperaria que fosse apoiá-la em algum momento, já outros ela nem faz questão, porque sabe que também tem a ver com a confusão toda. Não que ela esteja se fazendo de coitada, não é isso que ela quer, não mesmo, pretende se submeter a muitas coisas para ter aquilo que julgava valioso. Quando finalmente ela se deu conta que tudo havia acabado e que não passava de um pesadelo, ela entrou em desespero, chorava sem parar, se arranhava, foi até o banheiro pegou a lâmina e colocou sobre seu pulso, ela colocava tanta força sobre a mesma que ficavam as marcas certinhas da lâmina em seu pulso, chorava e chorava, desesperada, soluçava. O telefone tocou e a impediu de que ela fizesse o que havia premeditado em apenas 2 segundos por impulso. Era sua mãe, a menina tentou disfarçar a voz rouca e assustada, mais ela acabou notando a diferença, e perguntou o motivo para tamanho desespero e a única coisa que a menina disse foi decepção. Era isso que ela sentia forte em seu peito, era isso que causava tanta angústia. Mais do que nunca ela se sentiu fraca, fraca por não conseguir se auto-ferir e fraca por não manter aquilo que mais gostava, aquilo que um dia jurou nunca se perder com o tempo ou até mesmo com desavença.
Ela preferia se machucar do que machucar alguém. Alguém esse que chamava de irmã.
Ela só quer saber o real motivo pra tanto desprezo, tanta raiva.
Ela preferia se machucar do que machucar alguém. Alguém esse que chamava de irmã.
Ela só quer saber o real motivo pra tanto desprezo, tanta raiva.
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