Levantou da cama por volta de dez horas da manhã, o sol raiava e ela aparentava estar feliz.
O dia passava e ninguém dava noticia, o sorriso ia sendo apagado pouco a pouco de seu rosto.
O tempo ia fechando, o céu escurecendo, o sol ia dando espaço a nuvens negras e a tempestade que por ai vinha. Ela parecia não se contentar com a situação que presenciava, não era por menos mais o que ela não sabia é que aquilo que sentia forte em seu peito, a dor que sentia não passava de solidão. Olhando o tempo passar pela janela de seu quarto ela chorava, seu pai preocupado entrou pela porta, não perguntou nada e a abraçou, sentiu naquele abraço conforto, o abraço de pai presente que nunca havia sentido antes, ele nunca parecia se importar com os sentimentos dela. Depois de um tempo, seu pai sentou na cama junto com ela, quis saber o que se passava com sua filha, ela ainda inconformada chorava de soluçar e seu pai secava suas lágrimas uma a uma. Quando se acalmou, explicou tudo para seu pai e como o esperado ele não soube o que fazer e deu alguns conselhos que ela ja havia escutado antes.
Depois de uma noite de intensa chuva, o céu estava limpo e o sol brilhava como naquela manhã. A alma estava mais calma e menos confusa agora, ela havia tomado decisões das quais sentia orgulho. Ela ainda sente medo, medo da tempestade que possa vir, ou até mesmo do sol que possa brilhar e atrapalhar sua visão.
Agora o que resta é arriscar por aquilo que julga ser bom pra ti.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
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